CATAN torra R$ 1 milhão em dinheiro público com os “Parças” e tem a cara de pau de pedir vaquinha para o povo
O candidato ao governo de MS, deputado estadual João Henrique Catan (NOVO) está sendo investigado após reembolsar mais de R$ 63 mil em gastos com combustíveis pagos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul ao longo de 2025. As informações constam no Portal da Transparência da Alems e chamam atenção tanto pelo volume das despesas quanto pela recorrência do local de abastecimento.
Levantamento aponta que, mês após mês, o parlamentar abasteceu seus veículos no mesmo estabelecimento, o Posto Rui Barbosa. Somente em março, os gastos passaram de R$ 7,2 mil, incluindo centenas de litros de gasolina aditivada, gasolina comum, óleo diesel S-10 e etanol. No total do ano, as despesas no posto somaram R$ 56.975,81, com valores por litro acima de R$ 6.
O caso se torna mais sensível porque o Posto Rui Barbosa é representado judicialmente pelo próprio deputado. João Henrique Catan atua como advogado do estabelecimento em uma ação que tramita na 13ª Vara Cível, movida contra uma empresa de engenharia e outras pessoas, com valor estimado em R$ 100 mil. No processo, ele aparece como advogado com registro regular na OAB-MS.
VAQUINHA VIRTUAL E PARÇAS
CATAN passou a pedir doações nas redes sociais para financiar sua campanha eleitoral. Até o momento, a chamada vaquinha arrecadou cerca de R$ 13,3 mil.
O pedido, no entanto, contrasta com os próprios gastos do parlamentar. No acumulado, Catan torrou R$ 1.027.465,00 com divulgação da atividade parlamentar usando verbas indenizatórias do gabinete.
Desse total, mais de R$ 826 mil foram destinados a pessoas e empresas ligadas ao seu círculo político e pessoal, os chamados “parças” do deputado.
Somente com Cauê de Oliveira Lima, irmão de Caíque de Oliveira Lima, assessor de Catan, o parlamentar torrou cerca de R$ 330 mil. Além dele, Catan gastou aproximadamente R$ 419 mil com a Bold Marketing e Produções Audiovisuais LTDA, empresa que tem como sócios Bruno Daros Alves e Fernando Daros Alves, apontados como amigos de infância do deputado.
Outro gasto citado envolve a Matheus Consultoria em Publicidade LTDA, que recebeu cerca de R$ 76 mil. A empresa pertence a Matheus Donat Cunha, amigo de Cauê Lima e Caíque de Oliveira Lima.
Na prática, enquanto pede dinheiro ao eleitor para bancar sua campanha, Catan já torrou mais de R$ 1 milhão com divulgação parlamentar. E, dentro desse montante, mais de R$ 826 mil foram parar nas mãos de seus “parças”.
O deputado tenta se apresentar como “novo”, mas os números expõem uma velha contradição da política: discurso de renovação para fora e prática velha por dentro.
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