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Esquema de corrupção comandado pelo coordenador do CORE e seu sócio furou fila de 25 mil pessoas à espera de exames

Operação Gutenberg, deflagrada pelo GAECO MS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), desarticulou uma organização criminosa que fraudava licitações da saúde e condicionava a liberação de exames e cirurgias da rede pública à compra de livros de um grupo empresarial. O esquema movimentou cerca de R$ 27 milhões

Servidores da área de saúde pública cooptados pelo Coordenador e Regulador Estadual (CORE/MS)Ed Carlos Burgatti e seu sócio exigiam a compra de livros paradidáticos feito em gráfica de jornal em Campo Grande em conluio com os planos de saúde Global e Capital Saúde dos investigados como uma espécie de “pedágio” para liberar exames, cirurgias e vagas de leitos.

Os investigados que comandavam o esquema como o coordenador do CORE Ed Burgatti, sua filha Jéssyca Duarte Burgatt e seu sócio Adelton Soares subornavam ou coagiam funcionários da Central de Regulação de MS para conseguir autorizações rápidas e adiantar pacientes na fila no famoso QI (Quem me indica).

Como funcionava o esquema de furar filas nos hospitais.

Jéssyca Burgatt é filha do chefe de regulação estadual, Ed Carlo Britto Burgatt, também preso.

Já por outro lado , a filha de Adelton Soares seu sócio, Andréia Toro Soares é dona da Global Saúde.

As investigações revelavam que o grupo usava a liberação para exames e internações como moeda de troca para forçar gestores a comprarem livros que nunca foram entregues.

Solurb empresa de limpeza urbana com contrato ativo com a prefeitura de Campo Grande, possui para seus funcionários os planos de saúde Capital Saúde / Global SA onde a filha de Ed Carlo, a empresária Jéssyca Burgatt e a filha de Adelton Soares, Andréia Soares são proprietárias.

Lembrando que Adelton é sócio de Jéssica na Capital e sua filha é proprietária da Global

Global e Capital (Planos de Saúde da MORTE)

Conforme levantamento, as duas empresas juntas conseguiram furar uma bolha de 25 mil pacientes a espera de cirurgia e muitos dos casos resultou na morte de pacientes que estava há anos à espera

Segundo fontes ouvida pela reportagem as empresas envolvidas em desvio na saúde e de furar fila prestam serviços com exclusividade para FIEMS, SOLURB, CONSÓRCIO GUAICURUS, FRIGORÍFICO FRIZELO DE TERENOS entre outros ou seja os funcionários destas empresas teriam prioridade no esquema através dos livros fantasmas vendidos as respectivas empresas como moeda de troca no esquema.

O entendimento da Justiça e do GAECO (MP) ponto a ponto

Uma organização criminosa ocorre quando 4 ou mais pessoas se unem de forma estável para cometer crimes graves. Nela, a corrupção é uma ferramenta para comprar proteção de agentes públicos, garantir privilégios e enriquecer o grupo

Corrupção Ativa: É o crime cometido pelo particular (membro da organização ou não) que oferece ou promete vantagem (dinheiro ou presentes) a um funcionário público em troca de um favor. A pena é de 2 a 12 anos de prisão.

Corrupção Passiva: É o crime do funcionário público que solicita ou recebe essa vantagem indevida, ou aceita uma promessa, em razão do seu cargo. A pena também é de 2 a 12 anos de prisão.

Um exemplo real é quando os empresários oferecem dinheiro para um Coordenador e funcionários do CORE facilitar a furacão de filas nos Hospitais com isso ocasionando até morte (corrupção ativa com Homicídio Culposo) e o Coordenador aceita esse dinheiro (corrupção passiva)

Homicídio que ocorre sem a intenção de matar é chamado de homicídio culposo. Nesse caso, a morte da vítima acontece devido à quebra do dever de cuidado por parte do autor, por meio de negligência, imprudência e corrupção

Agora fica uma ⁉️ para a população Sulmatogrossense você usaria o Setor de Saúde do Estado após este escândalo?? Você confiaria sua vida e sua saúde em Hospitais Público após este Mega Escândalo? Ainda mais que os dois planos de Saúde Alvos do GAECO-MS e citados nesta reportagem continuam ainda no sistema de Saúde Estadual??

CORE (Complexo Regulador Estadual ou Central de Operações para Regulação Estadual) é o sistema público oficial usado no Brasil para organizar e gerenciar vagas hospitalares. Ele funciona como uma “central de trânsito” para a saúde

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