Agora: Maior escândalo da Saúde em MS expõe esquema comandado por Maçônicos
A repercussão levou membros da instituição a discutir os reflexos do caso para a imagem da entidade, tradicionalmente associada a princípios éticos e filantrópicos.
Além dos desdobramentos políticos e administrativos, a Operação Gutenberg começou a produzir reflexos em outro ambiente tradicional de Mato Grosso do Sul: a maçonaria.
Registros públicos indicam que alguns dos investigados integravam a mesma loja maçônica em Campo Grande, fato que passou a repercutir entre membros da instituição após a deflagração da operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A informação ganhou destaque nos bastidores porque a maçonaria é historicamente reconhecida por defender princípios como ética, disciplina, respeito às leis e ações filantrópicas.
Repercussão entre os integrantes
Segundo pessoas ligadas ao meio maçônico, a prisão de integrantes da mesma loja provocou desconforto e discussões internas sobre os impactos do episódio para a imagem da instituição.
Embora o caso tenha repercutido entre maçons, não há, até o momento, qualquer indicação na investigação de que a loja maçônica ou a maçonaria, como instituição, tenha participação nos fatos apurados.
A investigação conduzida pelo Ministério Público concentra-se na atuação individual dos investigados.
Investigação mira pessoas, não instituições
A Operação Gutenberg apura um suposto esquema de aproximadamente R$ 27 milhões, envolvendo contratos públicos para aquisição de livros paradidáticos e suspeitas relacionadas à regulação estadual da saúde.
Os mandados judiciais foram direcionados a empresários, servidores públicos, profissionais liberais e outros investigados apontados pelo Ministério Público como integrantes da suposta organização criminosa.
Até o momento, não existe informação pública indicando que entidades das quais essas pessoas participavam façam parte da investigação.
Caso amplia repercussão da operação
Com o avanço das investigações, os efeitos da Operação Gutenberg deixaram de atingir apenas os órgãos públicos e passaram a repercutir também em diferentes segmentos da sociedade sul-mato-grossense.
Além das mudanças promovidas pelo Governo do Estado na Secretaria de Saúde, das audiências de custódia, das análises de contratos em prefeituras e da continuidade das diligências do Gaeco, a operação também gerou reflexos em ambientes sociais frequentados pelos investigados.
A investigação segue em andamento. As responsabilidades individuais serão definidas ao longo do processo judicial, sendo assegurados a todos os investigados a ampla defesa, o contraditório e a presunção de inocência até decisão definitiva.
