A Fazenda que foi alvo de operação da Polícia Federal é de propriedade de Carlos Bernardo conhecido como “Tattoo da Fronteira”
A fazenda que foi alvo de uma operação da Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (17), em Porto Murtinho (MS), pertence ao candidato a deputado federal por Mato Grosso do Sul Aparecido Carlos Bernardo, conhecido como Carlos da UCP. Durante a ação, 23 trabalhadores estrangeiros foram resgatados em situação análoga à escravidão.

Na propriedade rural, os policiais encontraram, ainda, 14 armas de grosso calibre, todas irregulares. Algumas delas estavam com a numeração suprimida.
Os agentes constataram, também, que os trabalhadores não possuíam registro na carteira e que tinham o salário retido. Além disso, eram proibidos de deixar o local, que fica no Pantanal sul do estado.
A operação contou com apoio de um helicóptero e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A reportagem não conseguiu contato com o candidato.
Ainda conforme o Campo Grande News, Carlos Bernardo, de 60 anos, disputa uma vaga de deputado federal e declarou patrimônio de R$ 28,72 milhões à Justiça Eleitoral. A maior parte dessa fortuna está no campo.
A lista de bens também inclui R$ 3 milhões em cotas da Bernardo Administração e Participações, um Porsche Cayenne avaliado em R$ 1,41 milhão, R$ 800 mil em cotas da KS Táxi Aéreo e R$ 500 mil guardados em dinheiro vivo.
Em perfil verificado nas redes sociais, Bernardo se apresenta como CEO do Monarca Group, empresário, pecuarista e gestor de empresas, com atuação no Brasil e no Paraguai.
Ele também é dono da UCP, que manteve seu maior campus em Pedro Juan Caballero. O curso de Medicina naquela unidade foi encerrado recentemente. No mesmo endereço, a graduação passou a ser oferecida pela Universidad Interamericana, também criada pelo empresário.
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