Gecoc cumpre 19 mandados na Operação Máquinas de Areia e Patrola, amigo de Trad foi um dos alvos
A nova fase da Operação Cascalhos de Areia, denominada Máquinas de Areia, deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), tem como alvo empresas ligadas ao empreiteiro André Luiz dos Santos, o Patrola.
Conforme apurado pela reportagem, equipes do Gecoc estiveram na mansão do empreiteiro e na sede da Engenex Construções e Serviços LTDA (CNPJ 14.157.791/0001-72), localizada na Vila Cidade Morena.
O Ministério Público afirmou que as fraudes em contratos de locação de máquinas e cascalhamento na Prefeitura de Três Lagoas ultrapassam a cifra de R$ 100 milhões.

A MS Brasil Comércio e Serviços Eireli (CNPJ 14.335.163/0001-30) possui contrato ativo com valor aditado de R$ 51.900.551,76, conforme Portal da Transparência de Três Lagoas.
As duas empresas são apontadas pelas investigações do Ministério Público como ‘laranjas’ de Patrola, que seria o sócio oculto desses CNPJs. No papel, o sócio-proprietário das duas empresas é Edcarlos Jesus Silva, conforme consta em dados públicos fornecidos pela Receita Federal.
As investigações concluíram que os pagamentos feitos pela prefeitura não correspondiam ao serviço efetivamente prestado.
A reportagem tenta desde cedo contato com a defesa de Patrola, que ficou de retornar para se manifestar, o que não ocorreu até o momento.
A Prefeitura de Três Lagoas informou que está levantando mais informações e que, posteriormente, emitirá nota.

Investigação aponta que Engenex venceu licitações como laranja de Patrola sem ter maquinários
Desdobramento da Cascalhos de Areia
As buscas desta quinta-feira (6) são um desdobramento da Operação Cascalhos de Areia, que investigou contratos públicos de empresas ligadas ao empreiteiro André Luiz dos Santos, o Patrola.
Conforme as investigações, Patrola seria sócio oculto de diversas empresas que possuem contratos milionários com a Prefeitura de Três Lagoas.
Uma delas é a MS Brasil Comércio e Serviços Eireli (CNPJ 14.335.163/0001-30).
A primeira fase da operação Cascalhos de Areia pode levar a investigação a desvendar verdadeiro ‘laranjal em família’ para ocultar os donos e operadores do suposto esquema de corrupção que teria desviado milhões em contratos de locação de equipamentos e obras de cascalhamento em Campo Grande.
Denunciado por corrupção
Na primeira fase da Cascalhos de Areia, Patrola e servidores públicos foram denunciados por crimes como peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
Patrola é apontado nas investigações como operador de diversas empresas em nomes de laranjas que ganham contratos de difícil mensuração de obras.
Inclusive, ele teria ganhado o apelido de ‘Patrola’ justamente por usar basicamente uma patrola para ‘disfarçar’ os serviços contratados na hora da medição, que é sempre realizada por um fiscal do órgão público.
fonte: midiamax
