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Ex-secretário de obras e André Patrola “esquema criminoso” da gestão Marquinhos Trad são alvos do GAECO

Uma ação realizada na manhã desta terça-feira pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul, teve como alvo contratos relacionados à conservação de vias em Campo Grande e culminou na prisão do ex-secretário municipal de Infraestrutura, Rudi Fiorese. A investigação concentra-se especialmente nos serviços de tapa-buracos e na manutenção de estradas sem pavimentação.

Logo nas primeiras horas do dia, equipes estiveram na sede da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), restringindo o acesso de servidores antes do início do expediente. Durante a operação, foram recolhidos documentos, processos administrativos e arquivos ligados a contratos assinados desde 2019, período em que Fiorese chefiava a pasta durante a administração do então prefeito Marquinhos Trad, atualmente vereador em Campo Grande pelo Partido Verde, sigla federada ao PT.

Além da secretaria, mandados de busca e apreensão foram executados em diferentes endereços da Capital. Ao todo, sete pessoas acabaram presas, incluindo Fiorese, encontrado em um apartamento localizado na área central da cidade. Segundo moradores da região, a presença intensa de viaturas e agentes chamou atenção logo no começo da manhã.

Também foram detidos Edvaldo Aquino e Mehd Talayeh, citados pela investigação como participantes diretos de processos ligados a pagamentos e contratações da empresa sob apuração.

Durante as diligências, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 419 mil em espécie. O montante estava com investigados e, de acordo com os promotores, reforça os indícios identificados ao longo das investigações.

Conforme informou o Ministério Público, há suspeitas de atuação de uma organização criminosa voltada à fraude em contratos de manutenção de vias públicas. O suposto esquema envolveria adulteração de medições contratuais e pagamentos por serviços não executados integralmente ou realizados abaixo do previsto.

Embora Fiorese tenha deixado a Secretaria de Obras já na atual gestão da prefeita Adriane Lopes, a apuração concentra-se em contratos assinados anteriormente, quando ele ocupava o cargo na administração de Marquinhos Trad. Após sair da prefeitura, o ex-secretário assumiu a presidência da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos, função exercida até a deflagração da operação.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística declarou acompanhar o caso e destacou que as investigações dizem respeito exclusivamente à atuação de Fiorese enquanto integrava a administração municipal, sem relação direta com o governo estadual.

Até o momento, o Ministério Público não detalhou quais crimes estão sendo investigados nem divulgou a identidade dos demais suspeitos. Também não houve confirmação oficial sobre o envolvimento de empresários ou empresas contratadas nos acordos analisados.

A operação evidencia o aumento da fiscalização sobre contratos de manutenção urbana celebrados nos últimos anos, especialmente aqueles voltados à recuperação de vias públicas, setor historicamente considerado sensível devido aos altos valores movimentados.

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