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“Caiu na Chapa”: Dono do Bifão da Coophasul e Bar do Rico que responde por violência doméstica é preso na Câmara Municipal

Empresário foi conduzido à Delegacia da Mulher nesta quinta-feira (22), sob suspeita de descumprir uma medida protetiva judicial.

O empresário Felipe Padilha Teixeira, conhecido em Campo Grande por ser proprietário de estabelecimentos como o Bifão da Coophasul, Bar do Ryco e CervSul Express, foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (22), na Câmara Municipal, por suspeita de descumprimento de uma medida protetiva de urgência concedida à sua ex-companheira.

A mulher, que trabalha em um dos gabinetes da Casa de Leis, possui uma medida judicial de proteção contra o empresário. Segundo as informações apuradas sobre a ocorrência, a presença dele no Legislativo motivou uma denúncia de possível descumprimento da determinação judicial.

A Polícia Militar foi acionada e abordou Felipe no estacionamento da Câmara, enquanto ocorria uma sessão legislativa. Após conversar com os policiais, o empresário foi conduzido em uma viatura à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde o caso passou a ser apurado.

Conforme relatos sobre a abordagem, o comerciante teria inicialmente resistido a entrar na viatura, alegando que a situação se tratava de um mal-entendido. Os policiais informaram que ele poderia prestar esclarecimentos e acionar seus advogados na delegacia.

Medida protetiva e denúncia da ex-companheira

A prisão ocorreu após uma denúncia de possível violação da medida protetiva que impõe restrições ao empresário em relação à ex-companheira.

A legislação brasileira estabelece que o descumprimento de medidas protetivas de urgência concedidas pela Justiça constitui crime, conforme o artigo 24-A da Lei Maria da Penha.

Essas determinações podem estabelecer, entre outras restrições, o afastamento do agressor de determinados locais e a proibição de aproximação ou contato com a pessoa protegida.

No caso envolvendo Felipe, ainda é necessário esclarecer quais eram as condições específicas da ordem judicial, se houve efetivamente a violação dessas condições e o que motivou sua presença nas dependências da Câmara Municipal.

A defesa contesta a interpretação inicial do ocorrido e afirma que irá apurar as circunstâncias da denúncia.

Defesa afirma que empresário foi à Câmara cobrar melhorias no asfalto

O advogado Fabrício Moraes, procurado pelo empresário após a ocorrência, afirmou que seu cliente havia comparecido à Câmara Municipal para conversar com vereadores sobre problemas de infraestrutura na região onde mantém seus empreendimentos.

Segundo o defensor, a visita teria como objetivo tratar das reivindicações relacionadas aos buracos nas ruas e à necessidade de melhorias na pavimentação dos bairros.

O advogado também relatou que o próprio empresário informou ter sido alvo de uma denúncia relacionada à medida protetiva.

“Ele nos contatou informando que havia sido feita uma denúncia, salvo engano por ela mesma, de que ele havia quebrado a protetiva”, afirmou Fabrício Moraes.

O defensor declarou que buscaria mais informações sobre a ocorrência e adotaria as medidas jurídicas necessárias.

Empresário ganhou repercussão com críticas à gestão Adriane Lopes

A prisão acontece após semanas em que Felipe Padilha ganhou grande visibilidade nas redes sociais, principalmente depois de publicar vídeos criticando a administração da prefeita Adriane Lopes (PP).

Proprietário de estabelecimentos comerciais na região da Coophasul, o empresário passou a denunciar a situação das ruas, a quantidade de buracos e os problemas enfrentados por comerciantes e moradores.

Os primeiros vídeos ganharam repercussão por meio das redes sociais de seus empreendimentos. Com o crescimento do engajamento, Felipe intensificou as publicações e passou a aparecer com frequência fazendo cobranças diretamente à administração municipal.

A exposição também abriu espaço para encontros com representantes do poder público. Nesse período, o empresário participou de reuniões e conversas com o secretário municipal André Brandão, conhecido como Andrezão, e com os vereadores Beto Avelar, Maicon Nogueira e Flávio Cabo Almi.

As reuniões tiveram como pauta reivindicações de melhorias na região, principalmente relacionadas à recuperação do asfalto e à operação tapa-buracos.

Os representantes públicos se dispuseram a encaminhar e acompanhar as demandas apresentadas pelos comerciantes e moradores.

Denúncias sobre vida pessoal e alegações de perseguição

Com o crescimento de sua exposição nas redes sociais, o empresário também passou a aparecer em reportagens relacionadas à sua vida pessoal e ao histórico de ocorrências policiais e processos judiciais.

As publicações anteriores mencionaram registros envolvendo conflitos domésticos, ameaças e um procedimento criminal relacionado a porte de arma de fogo.

Na época, Felipe reagiu às reportagens e alegou estar sendo alvo de perseguição por parte de veículos de comunicação que classificou como alinhados à administração de Adriane Lopes.

O empresário associou a divulgação das informações às críticas que vinha fazendo contra a Prefeitura.

Nesta quinta-feira, entretanto, a situação ganhou um novo capítulo com sua prisão por suspeita de descumprir a medida protetiva concedida à ex-companheira.

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