Conhecido como “Anão da Branca de Neves”, Papy se alia a vereadora Petista que acusa família BOLSONARO de “Familícia”
Programação divulgada prevê manifestações eleitorais e um protesto contra a prefeita neste sábado (17), um dia após a CPI articulada por Luiza Ribeiro reunir 24 assinaturas.
A reta final da campanha presidencial chegou acompanhada de movimentações que também atingem a política municipal de Campo Grande.
Uma programação divulgada como agenda de manifestações do PT inclui, entre atividades em apoio à candidatura de Lula, um protesto direcionado à prefeita Adriane Lopes, identificada com o campo político conservador e bolsonarista.
O evento denominado “S.O.S Campo Grande” está previsto para este sábado (17), às 15 horas, no Monumento Maria Fumaça.
A manifestação aparece na mesma relação de atividades que prevê, meia hora antes, às 14h30, o evento “Mulheres com Lula”, com concentração em frente ao Iphan.
A proximidade chama atenção pela tentativa de colocar diferentes pautas políticas no centro da mobilização deste fim de semana.
Pressão nas ruas e investigação na Câmara
O protesto está programado para um dia depois de a vereadora Luiza Ribeiro, do PT, reunir, segundo as informações da articulação parlamentar, 24 assinaturas para a CPI dos tapa-buracos.
O requerimento representa um avanço da oposição no Legislativo e abre caminho para a discussão de possíveis problemas na execução dos serviços municipais de manutenção asfáltica.
Já a manifestação procura levar críticas à administração Adriane Lopes para as ruas.
Os dois acontecimentos, embora distintos, ampliam a exposição política da prefeita neste momento.
Adriane foi apoiada por Bolsonaro e Tereza Cristina
Nas eleições de 2024, Adriane Lopes conquistou a Prefeitura de Campo Grande com o apoio de Jair Bolsonaro e da senadora Tereza Cristina no segundo turno.
A prefeita manteve sua identificação com o campo conservador, o mesmo que agora participa da mobilização eleitoral de Flávio Bolsonaro.
Assim, o protesto contra sua administração também acontece em um cenário de polarização nacional entre apoiadores de Lula e de Flávio.
Mobilizações continuam até a véspera da eleição
A agenda compartilhada prevê outras atividades em Campo Grande.
Para domingo (18), aparece o evento “Ocupa Centro”, na Praça do Rádio.
Entre segunda-feira (19) e quinta-feira (22), estão previstas mobilizações relacionadas ao FIES em universidades e escolas.
Na sexta-feira (23), consta o chamado “Carnaval Lula”, na Rua 14 de Julho.
Para sábado (24), véspera da votação presidencial, está programada a “Passeata da Vitória”, descrita como ato de encerramento da campanha.
A inserção do protesto contra Adriane nessa sequência de atividades levanta uma questão sobre o papel das pautas municipais nas estratégias de mobilização política nacional.
Quem está por trás do S.O.S Campo Grande?
A existência de um protesto contra a prefeita é legítima. O direito de manifestação é assegurado constitucionalmente, assim como a atuação fiscalizadora de vereadores de oposição.
O esclarecimento necessário envolve a organização e os objetivos do evento.
Quem convocou o ato? Quais entidades participam? Existe apoio formal do PT municipal ou de integrantes da campanha presidencial? Quais são as reivindicações apresentadas à Prefeitura?
As respostas permitirão compreender se o protesto representa uma iniciativa independente de movimentos locais ou se faz parte de uma articulação partidária mais ampla.
Por enquanto, o que a programação permite afirmar é que a manifestação contra Adriane está listada entre atividades apresentadas como mobilizações petistas na reta final do segundo turno.
A apuração sobre os responsáveis e suas motivações será determinante para compreender os próximos capítulos dessa disputa política.
NO PALANQUE É DIREITA. NA CÂMARA, QUEM GANHA ESPAÇO É O PT?
A política de Campo Grande está rendendo perguntas que ninguém deveria deixar sem resposta!
O presidente da Câmara, Papy, participa de reuniões com Riedel e Reinaldo Azambuja, lideranças que pedem união da direita em torno de Flávio Bolsonaro.
Só que, no dia seguinte, na Câmara que ele preside, a petista Luiza Ribeiro, apoiadora de Lula que ganha protagonismo político?
E tem mais: neste sábado (17), uma agenda de mobilizações pró-Lula inclui o protesto “S.O.S Campo Grande”, contra a prefeita Adriane Lopes, eleita em 2024 com apoio de Jair Bolsonaro e Tereza Cristina.
Um dia após Luiza, ganhar o protagonismo que o presidente “de direita” Papy permitiu.
A pergunta que não quer calar: porque uma CPI articulada pelo PT conseguiu apoio tão amplo entre vereadores que se dizem de direita?
São perguntas que merecem respostas. E o eleitor tem todo o direito de cobrá-las.
