Agora: MP pede condenação de Patrola “cafetão de políticos” por exploração sexual e indenização de R$ 150 mil às vítimas
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pediu a condenação do empresário conhecido como “Patrola” por favorecimento à prostituição e exploração sexual em Campo Grande. O órgão solicitou à Justiça a aplicação de uma indenização de R $ 50 mil por vítima a título de reparação de danos morais, totalizando o pedido o montante de R $ 150 mil.
Conforme a denúncia, no ano de 2021, Patrola atraiu as vítimas e facilitou a prostituição, aproveitando-se de sua posição social e influência, premeditando e organizando evento em sua fazenda no município de Coxim, para o qual engodou as vítimas, com o claro propósito de exploração sexual. Elas foram levadas de avião da Capital até a cidade do interior.
O vereador Marquinhos Trad (PV), ex-prefeito de Campo Grande, também foi denunciado no processo, mas foi absolvido
Segundo o MPE, uma rede de influência tentava “abafar” não apenas a conduta do ex-prefeito, mas todo o esquema de exploração sexual no qual André atuava como organizador e agenciador.
Uma das mulheres foi inserida no Proinc, com assinaturas de folha ponto em um único dia e ausência de trabalho efetivo. Segundo a promotora, a situação demonstra o cenário de dependência e vulnerabilidade socioeconômica das vítimas.
“Bem como a troca de favores que servia de pano de fundo para as “convocações” feitas por André Luiz ao atrair as vítimas à prostituição, comprovando documentalmente a utilização da estrutura municipal para atrair as mulheres que seriam, posteriormente, aliciadas para a exploração sexual em outros locais”.
Para o MPE, o emprego era, na verdade, uma forma de pagamento ou retribuição (vantagem indevida) pelos encontros sexuais.
“Depreende-se do relato que a conduta de André Luiz inicia-se não em Coxim, mas no gabinete do então Prefeito, e se perpetua em ligações posteriores, em perfeita materialização do abuso de poder para fins de exploração sexual’.
Nas alegações finais, a promotoria reforça que não havia consentimento, mas submissão. “Além disso, o “consentimento” e quem age sob a ameaça de perder o emprego, a casa e a subsistência de seus filhos nada mais é do que coação”.
Informações O Jacaré
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