Oposição de esquerda e ex-aliado de Adriane votam contra aumento de servidores
Enquanto maioria garantiu reajuste, oposição de esquerda e vereador que rompeu com a gestão ficaram contra
A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou o reajuste de 4,39% para os servidores da Prefeitura com ampla maioria de votos. O projeto passou com facilidade: foram 18 votos favoráveis e apenas 5 contrários.
O aumento beneficia mais de 9 mil servidores efetivos e corresponde à reposição inflacionária medida pelo IPCA. Segundo a Prefeitura, a medida só foi possível após um período de ajuste fiscal, com corte de despesas, revisão de contratos e contenção de gastos na máquina pública.
Apesar disso, a votação também expôs o posicionamento político da minoria no plenário.
Quem votou contra o reajuste
Votaram contra:
- Jean Ferreira (PT)
- Luiza Ribeiro (PT)
- Landmark (PV)
- Marquinhos Trad (PV)
- Maicon Nogueira
Na leitura política da votação, os votos contrários se concentraram na oposição de esquerda da Câmara, formada principalmente por parlamentares do PT e do PV, que mantêm postura crítica em relação à gestão da prefeita Adriane Lopes, de perfil conservador na condução administrativa.
O caso Maicon Nogueira e os bastidores do rompimento
O voto do vereador Maicon Nogueira também chamou atenção. Ele foi secretário municipal de Juventude na gestão da prefeita Adriane Lopes e chegou à Câmara com apoio do grupo político da chefe do Executivo.
Nos bastidores políticos, a avaliação de aliados é de que havia expectativa de escolher o novo secretário de juventude, como Adriane não “negociou o cargo”, houve o rompimento político, e o vereador passou a adotar postura de críticas mais frequentes ao governo municipal.
Ainda segundo a leitura de bastidores, esse afastamento acabou reposicionando o parlamentar no plenário, que nesta votação se alinhou ao grupo que votou contra o reajuste.
Votação manteve maioria folgada da base
Mesmo com a movimentação da minoria, o projeto foi aprovado com ampla folga e segue para sanção da prefeita Adriane Lopes.
O resultado reforça a base de apoio do Executivo na Câmara e isola a minoria que votou contra o reajuste inflacionário dos servidores municipais.
