Agora: lista com ‘contas sujas’ do TCE-MS tem 356 nomes de políticos, Beto “ficha suja” pode ficar inelegível
TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) atualizou a lista com todos os gestores que tiveram contas julgadas irregulares nos últimos oito anos. Com isso, os políticos acabam tendo as conhecidas ‘contas sujas’.
Após pedido do MPF (Ministério Público Federal) para identificar quem pode estar inelegível nas próximas eleições, a Corte de Contas atualizou o sistema com os nomes.
A lista traz 356 nomes — alguns gestores aparecem mais de uma vez, o nome do ex-prefeito de TERENOS e Deputado Federal Humberto Rezende Pereira, o Beto Pereira aparece nesta lista desde quando foi candidato a prefeito de Campo Grande em 2024 quando perdeu para duas mulheres não chegando ao segundo das eleições.

Assim, o presidente da Corte de Contas, conselheiro Flávio Kayatt, determinou que a divisão de serviços processuais elabore a lista com políticos que já exerceram cargos de gestores públicos, como prefeitos, vices, secretários, diretores de autarquias ou fundações, presidentes de Câmaras de Vereadores, diretores de hospitais ou escolas públicas e, por fim, gestores de fundos municipais ou estaduais.
Implicações da inelegibilidade O político considerado inelegível pela Justiça Eleitoral tem seu direito político suspenso, ou seja, não pode ser votado nem concorrer a uma eleição temporariamente. Um dos critérios para aplicar a inelegibilidade é ser condenado por órgãos colegiados (Lei da Ficha Limpa).
Isso se aplica a políticos condenados por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, crimes eleitorais, racismo ou violência doméstica — somente se o processo já constar como transitado em julgado, ou seja, sem possibilidade de recurso. Gestores com contas rejeitadas pelo TCE-MS, cassados por abuso de poder e servidores públicos demitidos em decorrência de processo de improbidade administrativa também podem ser considerados inelegíveis.
