Agora: Investigado por ligação com o PCC intermediou negócios com irmãos de Dias Toffoli
Um executivo investigado por suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) atuou como intermediário em uma negociação milionária que envolveu a gestora de investimentos REAG e familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo reportagem de O Estado de S.Paulo, Silvano Gersztel — apontado como ex-braço direito de João Carlos Mansur, fundador da REAG — é investigado desde agosto por suposta participação em fundos de investimento que, de acordo com investigadores, teriam sido usados para dar aparência legal a recursos de origem criminosa ligados ao PCC.
Em setembro de 2021, dois fundos administrados pela REAG e representados por Gersztel, Arleen e Leal, adquiriram parte da participação de familiares de Toffoli no Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). O valor da transação foi de R$ 20 milhões.
O Arleen e todos os demais fundos da suposta teia fraudulenta têm como administradora a Reag, que também cuidava de fundos ligados a Vorcaro. Ela é investigada na Operação Carbono Oculto, por suspeita de lavar dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Um fundo de investimento gerido por empresa citada no caso Master realizou um aporte de R$ 4,3 milhões para comprar ações do Tayayá Resort, empreendimento imobiliário no Paraná ligado a parentes do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal). O magistrado Toffoli é relator do inquérito do processo que corre em sigilo.
A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pela CNN Brasil.
Dados da Receita Federal apontam que o resort já teve no quadro de sócios a Maridt Participações S.A, que pertence a Igor Luiz Pires Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos de Toffoli.
