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“Rei Xerxes”: Moraes usa inquérito do fim do mundo para investigar quem investiga o próprio “reizinho”

O chamado Inquérito do Fim do Mundo acaba de ganhar novos alvos — Receita Federal e Coaf — numa ampliação que beira a autoproteção institucional: Alexandre de Moraes decide investigar supostos vazamentos que teriam atingido ministros do STF e, curiosamente, ele próprio surge como possível “vítima”, fechando o círculo perfeito em que juiz, interessado e condutor do inquérito se confundem sem pudor.

No Brasil real, inquéritos têm prazo, regra, limite; no Brasil excepcional, esse instrumento persecutório completa sete anos de vida, desafiando a legalidade básica e zombando do devido processo, como se o tempo fosse irrelevante quando o poder decide não prestar contas.

O resultado é a consolidação da insegurança jurídica como método e da quebra de institucionalidade como rotina, um terreno fértil para nulidades futuras e para a corrosão da confiança pública.

O Poder360 apurou que a violação das informações fiscais poderia ter atingido ao menos 2 ministros, embora a suspeita se estenda a todos –e a investigação requer dados sobre todos os magistrados do STF.

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